Após mais de um mês de greve, docentes da Uerj e da UnDF mantêm paralisação 

Publicado em 28 de Abril de 2026 às 18h26.

Em assembleia realizada nessa segunda-feira (27), a categoria docente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro lotou a Capela Ecumênica e aprovou, por unanimidade, a manutenção da greve na Uerj, iniciada em 25 de março.

Foto: Asduerj SSind.

A defesa do retorno dos triênios foi o ponto central do debate. A assembleia também definiu encaminhamentos a serem levados à reunião, no dia 4 de maio, com o governador em exercício do Estado do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ).

No próximo encontro com o governador em exercício, a Associação dos Docentes da Uerj (Asduerj Seção Sindical do ANDES-SN) se comprometeu a apresentar também a proposta de retorno dos auxílios saúde e educação ao contracheque. Também será defendido o restabelecimento do adicional por tempo de serviço (artigo 3º da Lei 194), bem como a recomposição do orçamento da universidade.

A assembleia aprovou ainda um extenso calendário de atividades para as próximas semanas, contando com a adesão massiva da categoria. Nesta terça (28), a categoria participa de audiência pública sobre royalties do petróleo na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Na quinta-feira (30), será realizada panfletagem na Central do Brasil sobre greve na Uerj. Já no dia 1º de maio, as e os docentes da Uerj participação do ato do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, na capital fluminense, pelo fim da escala 6x1.

No dia da reunião com o governo (4), está programada concentração no Largo do Machado e caminhada até o Palácio Guanabara, com vigília durante a mesa de negociação, prevista para ocorrer às 17h. A assembleia aprovou ainda uma série de atividades para a semana do dia 4 ao dia 8 de maio, quando ocorre, em todo o país, a Semana Nacional de Lutas do Setor das Instituições de Ensino Superior Estaduais, Municipais e Distrital (Iees, Imes e Ides) do ANDES-SN.

UnDF
Em greve desde 20 de março, docentes da Universidade do Distrito Federal (UnDF) realizaram ato na Câmara Legislativa do DF, nesta terça-feira (28). Estudantes da UnDF, também em greve, participaram da mobilização.

Foto: SindUnDF SSind.

A categoria reivindica o respeito à autonomia universitária, a exoneração da reitora Pro Tempore, que não negocia efetivamente com estudantes e docentes há meses; e a suspensão do contrato de aluguel e transferência para outro campus, com permanência das turmas atuais em seus campi de origem. Em reunião realizada, no dia 15 de abril, entre docentes, parlamentares e a atual governadora do DF, Celina Leão, a chefe do Executivo se comprometeu em atender às reivindicações da categoria. No entanto, até o momento nada foi encaminhado.

“Estivemos em reunião com o deputado distrital Chico Vigilante (PT). Depois, uma comissão com mais de 10 docentes e estudantes foi ao Colégio de Líderes. Reivindicamos a exoneração da reitoria e o cancelamento do aluguel do Iesb, como acordado com a governadora Celina, no dia 15. O presidente do Colégio de Líderes ligou para a governadora reforçando o pedido. Aguardamos o DODF [Diário Oficial do DF] com a exoneração e cumprimento dos compromissos”, contou Louis Blanchet, presidente do Sindicato de Docentes da UnDF (Sindundf Seção Sindical do ANDES-SN).

Na última sexta-feira (24), docentes e estudantes da UnDF realizaram uma manifestação no início da W3 Norte, com o objetivo de chamar a atenção da população para o descaso do governo distrital com a universidade pública.
* Com informações e imagens da Asduerj SSind. e SindUnDF SSind.

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